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domingo, 20 de março de 2011

Greve dos Servidores Publicos Federais

Na quarta-feira dia 23 haverá assembleia geral pra decidir sobre a greve dos servidores públicos federais. Se o indicativo for aceito pela categoria os técnicos administrativos devem iniciar a greve a partir do dia 28.

Depois de vários anos de refluxo dos movimentos sociais os servidores federais mandam o recado ao governo de que não vão pagar com o congelamento dos seus salários o corte de 50 bilhoes imposto pelo governo Dilma.

Trata-se de um movimento nacional dirigido pela FASUBRA - Federação Nacional dos Servidores das Universidades, governista, cutista, e que deve ser disputada, sendo apontadas as contradicoes do governo.

A agenda da diversidade sexual no Congresso

Em entrevista no programa Roda Viva da Cultura o presidente da Câmara, deputado Marco Maia (PT/RS) afirma que ainda não e tempo de falar de homossexualidade.

Alo Marinor, Jean Willys e Marta Suplicy...Abram o olho.

sábado, 19 de março de 2011

Rodoviários de Ananindeua e Marituba começam campanha salarial 2011

Do blog

http://sintram-pa.blogspot.com/2011/03/rodoviarios-de-ananindeua-e-marituba.html?spref=tw

Rodoviários de Ananindeua e Marituba começam campanha salarial 2011

O Sindicato dos Trabalhadores Rodoviários de Ananindeua e Marituba (SINTRAM) deu início ao processo de mobilização da categoria referente a sua campanha salarial desse ano. Os rodoviários realizaram assembléia na quarta-feira, 15/03, onde decidiram pela aprovação da proposta do sindicato em relação a data-base.

Entre os principais pautas aprovadas está o reajuste salarial de 12%, a garantia da jornada de 7h (conquistada na última campanha salarial), o adicional noturno, adicional de insalubridade e periculosidade no percentual de 30%, plano de saúde e auxílio alimentação de R$350,00. Melhores condições de trabalho também está sendo pautada, como a garantia de sanitários e bebedouros nos finais de linha.
De acordo com o presidente do SINTRAM, Márcio Amaral, amanhã o sindicato estará entregando a pauta aprovada na assembléia à direção das empresas. Esperamos uma resposta o mais rápido possível, pois esse ano nossa categoria está disposta a conseguir através da mobilização nossas pautas, a exemplo do ano passado, onde através da greve conseguimos as 7 horas de jornada e a manutenção do adicional por tempo de serviço (triênio) que os empresários ameaçaram retirar dos trabalhadores , completa o dirigente da entidade.


Paralisação na Forte
Os rodoviários deram uma demonstração de força de sua mobilização na tarde de ontem, quando o sindicato realizou paralisação no final da linha do Cidade Nova 6 da empresa Viação Forte. A movimentação dos trabalhadores foi por conta das péssimas condições dos banheiros no final de linha da empresa.

De acordo com Delson Lima, diretor do SINTRAM, esse foi a primeira das muitas mobilizações que poderemos fazer, caso a patronal não atenda nossas reivindicações. Nossa categoria já está cansada de não ter o mínimo de condições de trabalho nos finais de linha.


Atualizações

Tenho recebido e-mails cobrando mais frequência nas atualizacoes. Peco desculpas por estar postando a cada dois ou três dias, se deve as varias atividades que venho desenvolvendo.

A partir da semana que vem as atualizacoes voltam a ser diárias.

quarta-feira, 16 de março de 2011

RU Noturno

Ontem começaram a funcionar as atividades do Restaurante Universitário da UFPA no período noturno. Foram cerca de 500 alimentações servidas, dividas entre o RU do Básico e o RU do Profissional. Trata-se de um marco na historia da assistência estudantil da universidade, e acredito que o maior feito da gestão Maneschy a frente da reitoria.

Agora o grande desafio é lutar pelo aumento no numero de refeições. Pela parte da manha é bom que se diga que o horário aumentou em uma hora, o que certamente vai melhorar a vida de todos que dependem do RU.

Trata-se também de uma vitória do movimento estudantil, que depois de vários anos poderá sentar pra ter uma alimentação de qualidade, sem dependermos mais de lanches rápidos para aguentar as aulas da noite.

Greve dos Servidores Publicos Federais

15/03/2011 - Servidores públicos federais aprovam indicativo de greve para primeira quinzena do mês de abril

O calendário de mobilização aponta para um grande ato nacional com caravanas de todo o país em Brasília no dia 13 de abril.

Os servidores públicos estão mobilizados contra os ataques anunciados pelo governo Dilma. Demonstraram sua força no lançamento da Campanha Salarial 2011 em ato unitário que reuniu cerca de 5 mil servidores em frente ao Congresso Nacional, no dia 16 fevereiro.

Após essa vitoriosa manifestação, em reunião ampliada, realizada no dia 18 de fevereiro, que contou com a presença de 25 entidades nacionais, foi aprovado o indicativo de greve para a primeira quinzena de abril e uma nova manifestação nacional no dia 13 do mesmo mês. Nessa reunião também foi definido um calendário de mobilizações para o semestre. Estão previstos
atos e plenárias, que serão realizados no decorrer do período. As medidas apresentadas pelo governo e que atingem os serviços e servidores públicos não ficarão sem resposta.

Para o membro da Secretaria Executiva Nacional da CSP-Conlutas e servidor federal do IBGE, Paulo Barela, o processo de mobilização busca responder às reivindicações salariais dos diversos setores, porém, e sobretudo, está combinado com a luta contra a aprovação dos projetos de lei que o governo Dilma pretende aprovar no Congresso Nacional. Esses projetos são apresentados como medidas preventivas a uma possível retomada da crise econômica no Brasil. “O governo federal e o Congresso Nacional, mais uma vez, querem que paguemos a conta da crise. Esses projetos e medidas vão ao encontro da política de ajuste fiscal e redução dos gastos públicos, sem mexer com os lucros dos bancos e grandes empresas. Em síntese, o
processo de mobilização que estamos preparando, corretamente alicerçado na campanha salarial do funcionalismo, tem seu aspecto principal na defesa do serviço público em nosso país”, ressalta.

O corte de R$ 50 bilhões anunciado pelo governo prevê ataques à categoria e prejuízos à população que depende de serviços públicos como saúde e educação. Segundo a secretária do Orçamento Federal do Ministério do Planejamento, Célia Correa, “não vai ter concurso público nenhum este ano. Todos os concursos serão postergados”, informou à grande imprensa.

Além disso, foi anunciado que os reajustes salariais também não serão concedidos. O governo pretende colocar novamente em pauta o PL 549/09 que prevê o congelamento salarial dos funcionários públicos por 10 anos, além de uma avaliação de desempenho (PLP-248/98) com intuito de demitir trabalhadores aprofundando as políticas de transferências de serviços
públicos para a exploração comercial pelas empresas privadas.

As medidas anunciadas visam o ajuste fiscal e a redução dos gastos públicos, que serão revertidos para o pagamento da dívida pública. Esta dívida, com juros amortizações e refinanciamento, segundo a Auditoria Cidadã da Dívida, consome 44,93% do orçamento da União, o que representa R$ 635 bilhões.

O calendário e as propostas de mobilização seguem agora para o debate nas bases das diversas categorias. Veja, abaixo, os principais pontos da organização da luta do funcionalismo federal nesse semestre:

* Apoio incondicional à greve da FASUBRA (Técnicos Administrativos das Universidades Federais);
* Indicativo de greve geral dos servidores públicos federais para a primeira quinzena de abril e discussão nas bases sobre os eixos da campanha salarial 2011;
* Mobilização de diversas categorias nos dias 23 e 24 de março em Brasília DF;
* Reuniões e plenárias setoriais do funcionalismo federal nos dias 25 e 26 de março;
* Reunião ampliada das entidades nacionais de Servidores Públicos Federais no dia 27 de março;
* Ato público em Brasília com caravanas no dia 13 de abril;
* Plenárias e reuniões setoriais no dia 14 de abril;
* Reunião ampliada no dia 15 de abril;
* As entidades protocolaram pedido de audiência com o presidente da Câmara Federal para debater os projetos de interesse da categoria. Nesse sentido, será desenvolvida uma força tarefa no Congresso Nacional quando da confirmação da audiência;
* Com o mesmo objetivo, serão desenvolvidas forças tarefas junto aos parlamentares nos estados na primeira quinzena de março;
* Retomada das negociações em torno das coordenações de servidores públicos nos estados, buscando envolver outros segmentos da classe trabalhadores em solidariedade à luta do funcionalismo.

Contrasenso

O curso de Medicina da UFPA sempre esteve envolto em polêmicas nas avaliacoes do MEC.

Ontem estranhei o site da UFPA dizer que a Faculdade de Medicina esta entre as melhores do pais.

Lembro que quando fui conselheiro grande parte das discussões sobre a situação de medicina apontavam pra um problema histórico. O professor Alex Fiuza, na epoca reitor, dizia que medicina trouxe problemas pra todos os reitores dos últimos 35 anos da UFPA. Uma das propostas era de se diminuir o numero de vagas pro curso.

Vejamos alguns elementos pra avaliar a credibilidade das informacoes. O curso da UFPA sempre apresentou desempenho ruim em avaliacoes do MEC, e ultimamente reformulou seu projeto politico pedagógico.

Na contramao disso, pois não haveria tempo hábil de avaliar as mudanças dos últimos tempos, a Editora Abril concedeu um prémio pra Medicina da UFPA, que ainda não superou vários problemas.

Contrasenso...

Revolução no mundo árabe e a luta popular




Divulgando atividade do PSOL, por parte dos companheiros do Movimento Esquerda Socialista estarao realizando, nesta sexta-feira, as 17 horas no auditório do Kaos, no bloco de Letras na UFPA.

Em defesa do ensino técnico publico e de qualidade: Nao ao PRONATEC

Reproduzo na seqüencia nota do Coletivo Vamos a luta sobre o PRONATEC, o Prouni do Ensino Medio de Dilma
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Foi anunciado pela presidente Dilma Roussef em seu primeiro pronunciamento oficial na TV a criação do Programa Nacional de Acesso à Escola Técnica (Pronatec). Esse novo programa consiste na criação de bolsas para jovens concluintes do ensino médio em escolas técnicas privadas, em troca de isenções fiscais para os mesmos. Algo muito parecido como funciona hoje o projeto Universidade Para Todos (PROUNI).

No Brasil atualmente, de acordo com a PNAD (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios), 24,1% da juventude brasileira nem trabalha nem estuda (o equivalente a 2,4 milhões de pessoas). O Brasil é o sexto país no ranking de homicídios entre jovens no mundo. Esses dados demonstram por si só a dramática situação de marginalidade que vive boa parte de nossos jovens, crianças e adolescentes.

O acesso a educação de qualidade tem sido cada vez mais restrito, pois apenas 11% dos jovens brasileiros que tem entre 18 e 25 anos tem acesso ao ensino superior em nosso país. Destes 11%, cerca de 80% estão em instituições privadas. Para isso, os sucessivos governos (FHC, Lula e agora Dilma) avançam no projeto de privatização da educação pública brasileira. Se proliferam os números de Faculdades privadas de qualidade duvidosa que são maioria das instituições superiores de ensino. A educação sofre o terceiro maior corte de verbas com R$ 3,10 bilhões a menos.

Projetos de expansão sem qualidade como o REUNI e o PROUNI são apresentados como saída para o acesso a universidade. O ENEM, mais uma vez, em 2010 expôs as inúmeras debilidades que este exame tem para avaliar e proporcionar acesso a universidade com vazamento de prova e erros de impressão e elaboração.

O PRONATEC foi anunciado por Dilma como mais uma possibilidade de acesso a educação, com a geração de bolsas em escolas técnicas privadas em troca da isenção de impostos aos tubarões da educação e sem a criação de nenhuma nova vaga ou instituição pública de ensino. Não é dificil prever quais serão as consequências da implantação do mesmo nos marcos atuais se no ensino superior a qualidade já é ruim (nas faculdades pagas, quando lhes é assegurado em lei a desobrigação com a pesquisa e extensão) o que dirá nas escolas técnicas privadas, que em sua maioria carecem de estrutura física e existem num número muito reduzido e fragmentado em todo o país.

O Censo Escolar de 2009 mostra que a iniciativa privada possui 48,2% das matrículas da educação profissional. A União oferece 14,3%, os estados oferecem 34,3% e ainda temos 3,3% sendo oferecidos por municípios.

O governo Dilma mais uma vez toma uma medida para favorecer não a juventude, mas para criar ilusões no conjunto da mesma com esse tipo de projeto. Dessa forma o governo demonstra que opta por governar para os de cima, garantindo a proliferação de escolas técnicas que surgirão para beneficiar os empresários da educação e em pouco tempo teremos uma grande massa de mão-de-obra barata no país, seguindo sem acesso a educação de qualidade.

O Coletivo Estudantil Vamos à Luta entende a importância do ensino técnico profissionalizante para uma grande parcela da juventude, que precisa de um emprego para não se tornar parte dos alarmantes números policiais que existem hoje. Entretanto, é preciso que esses cursos sejam públicos, assegurados pelo governo a partir do investimento de 10% do PIB na educação, derrubando o veto de Lula sobre a destinação dos 50% dos royalties do Pré-sal para a educação e suspendendo o pagamento dos trilhões que são destinados a dívida pública. Dessa forma é possível garantir novas vagas e novas instituições de ensino profissionalizante, melhorar a qualidade das escolas públicas e garantir que toda nossa juventude tenha acesso a universidade. Achamos importante a resolução do Encontro de Grêmios da UBES que votou resolução contra o PRONATEC. É preciso materializar essa posição com campanha nos colégios em todo o Brasil contra mais essa artimanha do governo para enganar a juventude. Apoiamos a proposta de um plebiscito em 2012 que decida os 10% do PIB para a educação. Precisamos de uma jornada de lutas do ME secundarista que combata o PRONATEC e em defesa de mais verbas para a educação. Vamos à Luta!

segunda-feira, 14 de março de 2011

Luto pela professora Trindad

Foi com muita tristeza que recebemos a noticia do falecimento da professora Trindade, do Instituto de Ciências da Educação da UFPA.

A professora faleceu ontem em casa mesmo, vitima de um infarto fulminante. A ultima despedida esta sendo hoje.

Trindade era uma guerreira, professora exemplar, árdua lutadora em defesa de uma universidade publica, gratuita e de qualidade socialmente referenciada. O ICED esta de luto, e os lutadores também.

Baile da Saudade na Capela da UFPA




Nesta quarta-feira 16/03 tem uma atividade cultural diferente na UFPA: teremos o baile da saudade na capela, a partir de 19 horas.

Será uma cultural da comissão de formatura da turma de 2006, ideia da Nayana, Lanna e Manoel. Tai uma cultural inovadora, que deve ser muito boa, com certeza bem diferente do que estamos habituados.

Parabéns a organização.

Caravana EBEM Floripa

Nesta terca-feira teremos reuniao da caravana que saira rumo ao V Encontro Brasileiro de Educação e Marxismo, de 11 a 14 de Abril, em Florianópolis, na Universidade Federal de Santa Catarina.

Estamos trabalhando para que o ônibus saia totalmente gratuito, todos serão bem vindos na reuniao, independente dos cursos.

Quando? Terca-feira 15.02.2011
Onde? Bloco A do Básico na UFPA (Bloco de Ciências Sociais)
Que horas? 17 horas

Informacoes

Pedro Mara 81907025
Renata Costa 81026426
Ronaldo Bittencourt 83433537

sábado, 12 de março de 2011

Laudo da UFPA sobre Real Class

A UFPa entregou ontem laudo, através da Faculdade de Engenharia Civil e pelo Grupo de Analise Experimental de Estruturas e Materiais - GEAMA, concluindo que o motivo de desabamento do edifício Real Class foi erros no calculo da estrutura do prédio.

Vamos esperar e torcer para que as famílias que tinham apartamentos sejam indenizadas, tais quais as famílias dos três trabalhadores que faleceram, e que o Real Class não seja o Edifício Palace II, no Rio, que desabou e ate hoje as famílias brigam na justiça por indenizacoes.

sexta-feira, 11 de março de 2011

Pos-Neoliberalismo?

O neoliberalismo representou uma doutrina política que pregava a retomada em alguns aspectos do liberalismo clássico, como a liberdade do mercado pra auto-regular a sociedade, surgindo no contexto da crise do capitalismo que se iniciou nos anos 1970, com a chamada crise do Petróleo.

O contexto político da proposta de neoliberalismo fora a crise econômica, que pros países periféricos virou uma crise de endividamento, sobretudo nos anos 1980 com a década perdida. A saída era o corte em diversos gastos sociais, que foram de certa forma institucionalizados pelo Estado de Bem Estar Social, o chamado Welfere State, com vários benefícios estendidos a classe trabalhadora.

A saída para a superação da crise era uma reforma econômica, cujos os pressupostos estavam a minimização, a abertura dos mercados nacionais pro capital estrangeiro, a diminuição de investimentos entre outros.


O neoliberalismo passa a ser então uma nova configuração do capitalismo, com o mesmo objetivo de retomar as taxas de lucro do grande capital. O contexto da guerra fria, do fim da bipolaridade e a emergência da multiporalidade, do fim do conflito leste x oeste e uma nova corporação de poder que se cria, tendo os Estados Unidos inicialmente como o grande gerente do poder mundial e a sua politica imperialista, com organizacoes de poder transnacional, como o Banco Mundial, o Fundo Monetário Internacional e em 1995 a Organização Mundial do Comercio.

Com a globalização da economia mundial as orientacoes também eram em escala mundial. E importante destacar as recomendacoes do Consenso de Washington, que recomendava pros países periféricos reformas no sentido da disciplina fiscal, redução de gastos públicos, abertura comercial, eliminação de restricoes pros investimentos estrangeiros, privatização de empresas estatais, entre outras medidas.

No Brasil foi no governo FHC (1995-2002) foram implantadas reformas de cunho neoliberal, com a venda de empresas estatais e abrindo o processo amplo de privatização, com a disciplina fiscal expressa na lei de responsabilidade fiscal, abertura de amplos setores da economia ao capital transnacional, a adocao de padrões de mercado pra gestão da coisa publica, com o paradigma gerencial, entre outros. No Governo Lula observou-se reformas neoliberais, com a opção pela continuidade da política macroeconômica do governo anterior.

Mas tem algo que chama atenção. Vários teóricos vem falando ultimamente no fim do neoliberalismo. Advogam a tese de que a experiência com o neoliberalismo tinha rendido licoes a vários países no sentido de não toma-lo mais como o principal norte político e econômico.

Na América Latina essa tese ganhou seguidores, pois foi um continente que assistiu nos anos 2000 a eleição de vários governos de Frente Popular, ou seja, eleitos com votos e propostas próximos das camadas inferiores da sociedade e compromissados com um projeto de igualdade social.

Alguns autores, como o próprio Emir Sader, chegaram a falar que o esgotamento do neoliberalismo, a partir da pobreza extrema que produziu, estaria fazendo surgir um novo momento histórico: o pós-neoliberalismo. Trata-se de uma discussão densa, que levaria horas de debates profundos, mas que nos impõe pensar alguns pontos.

Esse debate volta a partir da crise da economia mundial de 2008, que tem seu epicentro no sistema financeiro/bancário, socorrida novamente pelo Estado mínimo, salvacionista. O que observamos foi que a gravidade da crise impôs no cenário mundial uma nova conjuntura de cortes nos gastos sociais.

Assistimos na Franca, Grécia, Espanha, Inglaterra, Irlanda e em vários países mobilizacoes dos estudantes e trabalhadores, com greves gerais inclusive, questionando o porque dos cortes, e denunciando que os ricos devem pagar pela crise.

No Brasil o governo Dilma anunciou corte de cerca de 50 bilhoes no orçamento da União, e entre as três pastas com maior corte de recursos estavam o principal programa de habitação, vinculado como a maior bandeira eleitoral, e os recursos pra educação.

O que continuamos assistindo e uma política de forte austeridade fiscal, de privatização por dentro do serviço publico, de congelamento de salários, de não realização de concursos públicos e não nomeação de servidores concursados, de um aumento baixissimo do salário mínimo, entre varias outras medidas.

Diante deste cenário, há como dizer que o neoliberalismo acabou?

O corte no orçamento e a UFPA

Hoje estive conversando com o reitor da UFPA, professor Carlos Maneschy. Falamos sobre alguns assuntos, entre eles o corte do orçamento de 50 bilhões do governo federal. Interessante como NINGUEM ate o momento fez debates sobre isso na universidade, nem ADUFPA, SINDTIFES ou DCE, todos do bloco PSOL-PSTU.

O impacto na UFPA e o corte de 10% na verba de custeio da universidade e de inicio de 50% no setor de diarias e passagens. Ao que parece a tesourada ainda nao chegou na assistência estudantil, mas como diz o ditado, o seguro morreu de velho...