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segunda-feira, 29 de novembro de 2010

Nucleo de Estudo Marxista avançando

Hoje fizemos um corpo a corpo, demos informes sobre a reunião do Núcleo de Estudos Marxistas. A adesão a proposta foi boa.

A reunião de apresentação das propostas do Núcleo será pela manha as 11 horas da quarta-feira e as 16 horas da quarta feira. As 18 horas teremos uma reunião com o prof. Alex Fiuza, que esta dialogando pra colaborar conosco.

A proposta é de que seja um núcleo ao modelo do que é o Centro de Estudos Marxistas da Unicamp, para quem quiser mais informações pode acessar o site www.unicamp.br/cemarx.

Eleições CA de Ciencias Sociais

Hoje foi o primeiro dia das eleições do CA de Ciências Sociais. As eleições foram as mais paradas que já vi na disputa pelo CACS.

De conjunto poucos estudantes votaram, não tinha um clima de disputa, ainda mais porque tinham três chapas disputando.

A proporcionalidade na gestão esta ganhando. Mas será o dia de amanhã que vai definir que vencerá.

A chapa 1 que tem a vantagem na preferência entre os estudantes, mas hoje a noite ninguém foi fazer boca de urna, chamar pessoas pra votar. Isso revela como a chapa não tem os "macaco velhos", que não dão vacilo.

A chapa 2 esteve o dia por la, fez os seus contatos, mas não empolga o suficiente pra que seja considerada como a vencedora do dia de hoje.

A chapa 3 esta com poucos votos, mas segue se propondo.

A violencia no Rio, por Marcelo Freixo


Texto escrito por Marcelo Freixo, historiador e deputado estadual no Rio de Janeiro pelo PSO, ex-presidente da CPI das Milicias.

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Dezenas de jovens pobres, negros, armados de fuzis, marcham em fuga, pelo meio do mato. Não se trata de uma marcha revolucionária, como a cena poderia sugerir em outro tempo e lugar. Eles estão com armas nas mãos e as cabeças vazias. Não defendem ideologia. Não disputam o Estado. Não há sequer expectativa de vida.
Só conhecem a barbárie. A maioria não concluiu o ensino fundamental e sabe que vai morrer ou ser presa.
As imagens aéreas na TV, em tempo real, são terríveis: exibem pessoas que tanto podem matar como se tornar cadáveres a qualquer hora. A cena ocorre após a chegada das forças policiais do Estado à Vila Cruzeiro e ao Complexo do Alemão, zona norte do Rio de Janeiro.

O ideal seria uma rendição, mas isso é difícil de acontecer. O risco de um banho de sangue, sim, é real, porque prevalece na segurança pública a lógica da guerra. O Estado cumpre, assim, o seu papel tradicional. Mas, ao final, não costuma haver vencedores.

Esse modelo de enfrentamento não parece eficaz. Prova disso é que, não faz tanto tempo assim, nesta mesma gestão do governo estadual, em 2007, no próprio Complexo do Alemão, a polícia entrou e matou 19. E eis que, agora, a polícia vê a necessidade de entrar na mesma favela de novo.

Tem sido assim no Brasil há tempos. Essa lógica da guerra prevalece no Brasil desde Canudos. E nunca proporcionou segurança de fato. Novas crises virão. E novas mortes. Até quando? Não vai ser um Dia D como esse agora anunciado que vai garantir a paz. Essa analogia à data histórica da 2ª Guerra Mundial não passa de fraude midiática.

Essa crise se explica, em parte, por uma concepção do papel da polícia que envolve o confronto armado com os bandos do varejo das drogas. Isso nunca vai acabar com o tráfico. Este existe em todo lugar, no mundo inteiro. E quem leva drogas e armas às favelas?

É preciso patrulhar a baía de Guanabara, portos, fronteiras, aeroportos clandestinos. O lucrativo negócio das armas e drogas é máfia internacional. Ingenuidade acreditar que confrontos armados nas favelas podem acabar com o crime organizado. Ter a polícia que mais mata e que mais morre no mundo não resolve.

Falta vontade política para valorizar e preparar os policiais para enfrentar o crime onde o crime se organiza -onde há poder e dinheiro. E, na origem da crise, há ainda a desigualdade. É a miséria que se apresenta como pano de fundo no zoom das câmeras de TV. Mas são os homens armados em fuga e o aparato bélico do Estado os protagonistas do impressionante espetáculo, em narrativa estruturada pelo viés maniqueísta da eterna "guerra" entre o bem e o mal.

Como o "inimigo" mora na favela, são seus moradores que sofrem os efeitos colaterais da "guerra", enquanto a crise parece não afetar tanto assim a vida na zona sul, onde a ação da polícia se traduziu no aumento do policiamento preventivo. A violência é desigual.

É preciso construir mais do que só a solução tópica de uma crise episódica. Nem nas UPPs se providenciou ainda algo além da ação policial. Falta saúde, creche, escola, assistência social, lazer.

O poder público não recolhe o lixo nas áreas em que a polícia é instrumento de apartheid. Pode parecer repetitivo, mas é isso: uma solução para a segurança pública terá de passar pela garantia dos direitos básicos dos cidadãos da favela.

Da população das favelas, 99% são pessoas honestas que saem todo dia para trabalhar na fábrica, na rua, na nossa casa, para produzir trabalho, arte e vida. E essa gente -com as suas comunidades tornadas em praças de "guerra"- não consegue exercer sequer o direito de dormir em paz.

Quem dera houvesse, como nas favelas, só 1% de criminosos nos parlamentos e no Judiciário...


O Rio e as milicias


Artigo do prof Claudio Beato, do Depto de Ciência Politica da Universidade Federal de Minas Gerais
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A interpretação oficial corrente sobre os eventos no Rio de Janeiro tem atribuído à reação dos traficantes às UPPs (Unidades de Polícia Pacificadora) a explicação para o impressionante surto de violência.

Trata-se de argumento simplificador, que desconhece o complexo processo que vem se desenvolvendo ao longo de quase duas décadas e que agora ingressa em um novo patamar de organização da atividade criminosa.

Atividades criminosas têm-se estruturado seguindo uma lógica bastante similar nos grandes centros urbanos brasileiros. Iniciam-se com atividades de gangues de bairros em ambientes urbanos deteriorados e assolados por péssimas condições econômicas e sociais.

O aprisionamento desses membros cria um novo patamar de organização, que se estrutura inicialmente no interior das prisões, com formação de coalizões, tendo como objetivo inicial sua proteção e, posteriormente, associação para fins criminais. Essa é a origem de PCC (Primeiro Comando da Capital), Comando Vermelho, ADA (Amigos dos Amigos) ou Terceiro Comando.

Nesse estágio, inaugura-se também um período de intensa competição entre grupos, com uso maciço de armas de fogo e a introdução crescente de mecanismos de corrupção. O amplo domínio territorial desses grupos é a marca desta fase.

Este arranjo se desmorona e o que estamos assistindo são os estertores desse período.

Seus protagonistas encontram-se crescentemente acuados: de um lado, por estratégias do governo estadual que são bastante distintas do padrão vigente; por outro, temos emergência de grupos mais voltados para uma lógica empresarial e com padrões de eficiência criminal mais elevados.

Há uma expansão das atividades comerciais, que agora não se limitam apenas ao tráfico de drogas, mas se estendem a diversos outros tipos de atividades ilegais, tais como a venda informal de serviços e bens públicos por meio de "gatos", provisão de bens e serviços, como gás, transporte e segurança, e até mesmo exploração de prostituição.

No lugar da violência, a cooptação, o ingresso no mundo da política e a infiltração institucional. Os protagonistas centrais deste processo no Rio têm sido as milícias, para quem o espetáculo exuberante da etapa anterior não é mais funcional para os negócios.

Por sua vez, o Estado do Rio de Janeiro tem atuado firmemente em estratégias visando o restabelecimento da ordem, buscando a erradicação das armas de fogo e a retomada de territórios.

Estamos assistindo ao fim de um período e ao provável ingresso em outro patamar, que exigirá instrumentos e políticas mais amplos e profundos que a bandeira das UPPs. Estas, aliás, devem se multiplicar e deveriam ser parte de um projeto sistêmico e com perspectiva mais estratégica.

Eleições CA de Ciencias Sociais

Amanhã começa o processo eleitoral do CA de Ciências Sociais. Aparentemente a chapa "Olhar a Realidade" tem a vantagem de maior inserção, e apoio de setores das turmas de 2007 e 2006. O problema aí é se vão conseguir mobilizar votos pra colocar na urna. A estratégia da chapa deve ser fazer todos os antigos alunos votarem, e contam com alguns apoios muito experientes em articulações.

A chapa "De Portas Abertas" carrega o desgaste de ter na nominata a maioria dos integrantes da gestão em exercício do CA. Sua vantagem é ter consigo a perspicácia da esquerda, da CST e do PSTU, no sentido de ter gente experiente que vai conseguir mobilizar votos, amarrar votos.

A chapa 3 por sua vez vem sendo a terceira via. Sua vantagem esta em ter sido a chapa vencedora dos debates, seus integrantes não tem desgaste politico no curso, e são pessoas que independente da vitoria ou derrota vão continuar na lida.

Novamente a eleição vai ser definida com a boca de urna.

domingo, 28 de novembro de 2010

Nucleo de Estudo Marxista avançando

Conforme noticiei o projeto de criação de um Núcleo de Estudos Marxistas esta avançado. Convidamos a todos e todas pra uma reunião na qual vamos apresentar a proposta do núcleo de estudo e pesquisa sobre marxismo, na quarta-feira 01/12/2010, onde também vamos falar do ônibus que estamos organizando gratuitamente para o V Encontro Brasileiro sobre Educacao e Marxismo, em Florianópolis, em Abril do ano que vem. Todos e todas estão convidados e convidadas.

Sobre a reunião

Quando? Quarta-feira 01/12
Onde? Bloco A de Ciencias Sociais sala 4
Que horas? 11 horas pela manha e 16:30 pela tarde

Estamos conversando com o prof Alex Fiúza, doutor em marxismo, pra colaborar conosco. Na quarta-feira as 18 horas teremos uma reunião com ele. Participe!

Dúvidas podem ligar pro Ronaldo Bittencourt 81352709

sábado, 27 de novembro de 2010

Importação de Quadros

Este é a primeira eleição que não disputo em sete anos no movimento estudantil. A eleição do DCE este ano promete ser a mais acirrada possível.
Por um lado o governismo tem uma chance real de vencer a eleição do DCE, algo que não acontece a pelo menos uns 7 anos, o PSOL pra poder vencer colocou na sua asa o PSTU, o PSTU (que esta rachado internamente com duas sedes, duas regionais) aposta que pode crescer.

Pra isso todos os setores, REPITO TODOS OS SETORES, trouxeram um catatau de gente de fora, importações de quadros de outros estados, e pessoas que vem pro apoio. Daí a importância do DCE, pra quem diz que um DCE já não move tantos moinhos...

Jingle da chapa de oposição

"DCE tá dodói, vota chapa 1 que passa, vota chapa 1 que passa, vota chapa 1 que passa"

O jingle (musica) da chapa de oposição ao DCE merece aplausos, é criativo, se afirma como oposição e oferece a solução rápida. Não se trata de defender ou declarar voto na oposição, o que não vou fazer, mas de reconhecer a criatividade da chapa.

Nucleo de Estudos sobre Marxismo em Ciencias Sociais

Estamos iniciando um bom papo sobre a criação de um Núcleo de Estudos, Pesquisas e Trabalho Sobre Marxismo em Ciências Sociais na UFPA. A proposta é muito boa, se pretende em longo prazo, pra continuar depois que a turma que fundou se forme e que possa realizar grande debates e eventos academicos.

Fazendo parte desse projeto, já estamos em via de organizar um onibus pro V Encontro Brasileiro de Educacao e Marxismo, que acontecerá em Florianopolis, olhem o site www.5ebem.ufsc.br

A proposta inicial é que seja um núcleo em ciências sociais, mas pode e deve ser um debate transdisciplinar, o que portanto pode absorver estudantes de vários outros cursos, como Historia, Economia, Serviço Social, Pedagogia.

Devemos fazer uma reunião, acredito que na quarta-feira pra organizar melhor o Núcleo e a viagem.

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

Pró-reitor na campanha da Chapa de oposição do DCE




O pró-reitor de extensão da UFPA, prof Fernando Artur, o nosso conhecido Lobinho, esta passando em sala com a chapa "A UFPA que queremos", de oposição à atual gestão do DCE.

Pra quem conhece minimamente politica, essa aproximação da reitoria no período de campanha já indica a relação de não autonomia que o DCE pode ter caso a oposição venha a triunfar na eleição do DCE.

Criado o PROIFES na UFPA

Foi fundada na terça-feira 23/11, lógico que sem muita badalação ou divulgação, um sindicato governista na UFPA. Trata-se da Associação dos Professores das Instituições Federais de Ensino Superior do Pará (APROIFES), um sindicato que resulta da necessidade do governo federal de ter algum suporte, algum pilar no movimento docente, que históricamente tem resistido e sido polo de luta contra politicas neoliberais, através do Sindicato Nacional dos Docentes da Educação Superior- ANDES, e suas seções sindicais, na UFPa a ADUFPA.

Isto acontece justamente na transição do governo Lula pra Dilma, por conta da fragilidade politica deste governo no apoio do movimento de massas, ou seja, pela falta de carisma de Dilma é preciso amarrar os movimentos sociais com uma corda bem mais forte.

Uma pergunta: como o reitor vai negociar com dois sindicatos agora? Vamos ver...É a hora da onça beber água...

A nova gestao é composta assim:

Presidente = Nicolau Rickmann = EAUFPA
. Vice-Presidente = Maria do Socorro Coelho – ICED-UFPA
. 1º Secretário = walber Abreu –Abaeté - IFPA
. 2º Secretário = Orlando Cassique ILE-UFPA
. 1º Tesoureiro = Francivaldo Alves = Cametá - UFPA
. 2º Tesoureiro= Raimundo Bartolomeu Souza – Aposentado-UFPA

CONSELHO FISCAL

.Edilza Fontes – IFCH-UFPA
.Mª José Aviz – ICED-UFPA
.Ronaldo Lima – ICED-UFPA
.Dario Azevedo = Castanhal-UFPA
.Wilson Barroso = ICED-UFPA

Salto alto academico pode tirar votos da chapa "Olhar a Realidade"

Ontem até o momento que vi a chapa "Olhar a realidade", com a maioria dos seus membros pertencentes ou proximos ao PET, estava na frente pela disputa do CA.

Mas os informes é que o salto alto academico, com perguntas do tipo "qual o embasamento teorico da sua proposta", pode custar alto. A imprensao é de que havia um sectarismo forte, com um discurso academico. Faltou um pouquinho de experiencia politica pra fazer valer uma grande derrota a chapa "De Portas Abertas".

Continuo achando que quem venceu o debate foi a chapa "Participar e Construir", do Ronaldo, Alan Patrick, Alberto, Ana Glaucia.

Mobilização de secundaristas pede desviculação do ENEM na UFPA

Encaminhando texto que o companheiro Julio Miragaia me mandou sobre o processo de ontem pela anulação do ENEM...

O coordenador geral do DCE Anderson foi agredido pelos seguranças da reitoria...

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Ontem, 24/11, aconteceu uma poderosa mobilização dos estudantes secundaristas pela desvinculação do vestibular da UFPA do ENEM. Na semana passada haviam sido realizados dois atos, um no centro da cidade e outro no entroncamento com os estudantes de Ananindeua, que juntos reuniram cerca de 300 pessoas. Ao longo da semana foram recolhidas cerca de 5 mil assinaturas num abaixo-assinado sobre essa pauta e marcado o dia da entrega do mesmo na quarta-feira na reitoria da universidade, quando ocorreria o CONSEPE.

Cerca de 400 estudantes estavam no ato, muito radicalizado, organizados pelos coletivos Vamos à Luta e Contraponto. Os estudantes não se intimidaram com a chuva e realizaram passeata do terminal de ônibus até a reitoria da UFPA, onde num primeiro momento foram recebidos pelo vice-reitor que informou que a única forma de se discutir a desvinculação seria num CONSEPE extraordinário e que deveríamos recolher assinaturas dos conselheiros para essa convocação. Nesse momento o impasse se acentuou. Os estudantes fecharam as duas portas de acesso da reitoria e os conselheiros só sairiam se assinassem a convocação. Numa tentativa de mediar o impasse a comissão propôs que Zaraia, e Anderson (Conselheiros estudantis do CONSEPE) e Julio (do coletivo Vamos à Luta) fossem até o CONSEPE, mas a segurança não queria deixar por ordens da reitoria. Nisso os estudantes pressionaram para que entrassem e a confusão se generalizou. Foram postos, Júlio, Zaraia e Anderson pra dentro da reitoria com socos, pontapés e tapas dos seguranças. O vidro da porta da reitoria foi quebrado e a pancadaria seguiu até que um representante da reitoria aparecesse e cedesse, dizendo que receberia uma comissão pra defender no CONSEPE a proposta do movimento. Ficou acordado que um conselho extraordinário será convocado para a próxima terça onde será rediscutido e votada a desvinculação do vestibular da UFPA do ENEM.

O processo que os secundaristas estão imprimindo contra o ENEM mostra o tamanho do espaço que existe pras lutas no próximo período. Ocorrem atos em todo o país em repúdio aos transtornos que esse exame traz ao conjunto dos 4 milhões de estudantes que fizeram a prova. É preciso que o conjunto dos lutadores estejam inseridos nessa luta até o fim. Mostramos ser possível a desvinculação desse exame do vestibular no PARÁ. Tudo vai depender da mobilização. Vamos à Luta!

Eleição do CACS e os fichas-suja

Ontem fui ao debate entre as chapas que estão disputando as eleições pro CA de Ciências Sociais. A chapa "De Portas abertas" foi bastante criticada por mim.

Foi bom ter visto tanta gente entre os integrantes e os apoios da chapa, mas existe um problema aí. Ontem no debate ficou acordado que não poderíamos citar nomes, pra evitar tumulto, o que foi muito bom, créditos pra comissão eleitoral. Neste caso tive que fazer uma critica velada, daí utilizei a expressão ficha-suja pra nominar os membros da atual gestão em exercício que estão na chapa, e não são dois ou três apenas, citando somente Walter Santos e Ivana que assinaram documentos e não sabiam que se tratava do regimento eleitoral das eleições da Faculdade de Ciencias Sociais.

Esta foi a pior gestão em sete anos pelo menos no CA. E o que é pior foi ver que dos fichas-sujas, quase todos que estavam na chapa nem sequer apareceram no debate. Que estanha coincidencia!
É pra evitar o desgaste, afinal a esquerda sabe que se mandasse esses seres iluminados que já prestaram tanto desserviço pro CA iriam se desgastar ainda mais, já diz o velho ditado: macaco velho não mete a mão na cumbuca.

Enfim, acho que a chapa "De Portas Abertas" perdeu politicamente quando colocou os fichas-sujas consigo, e retomando os jargões, a imagem que fica é de que "quem anda com porcos farelos come...".

Ronaldo, o simbolo da coerencia

Já faz tempo que admiro politicamente e pessoalmente o camarada Ronaldo Bittencourt, mas ontem uma fala foi suficiente pra eu ver que a admiração procede.

A coerência é uma das maiores qualidades politicas de alguém. Estávamos no corredor falando dos bastidores da campanha eleitoral pro DCE deste ano, e falei de como estava o racha na chapa 2, por conta do stalinismo do PSTU, de mandar roubar material, entre outros.

Ronaldo me disse algumas coisas. "Não estou na chapa do DCE porque é incoerente eu passar em sala de manha pedindo voto pro DCE com o PSTU e de noite ser oposição aos que estão na outra chapa, com tanta gente do PSTU".

Fazer politica e querer ganhar é importante, mas a vitoria não pode vir a qualquer preço, pragmatismo tem limite. Ronaldo talvez saiba que sua chapa tem limitações eleitorais porque não tem inserção no turno da manhã, mas eu sei que estão pra além da disputa, estão pra construir algo.