Visualizações de página do mês passado

terça-feira, 3 de maio de 2011

Delubio de novo?


A volta dos que não foram. O ditado popular resume bem a situação do ex-tesoureiro do PT.

Significa também o abandono de qualquer rastro de ética que pudesse ter sobrado, e fica a mensagem de impunidade pra sociedade.

Se nem o PT como partido vai punir, por que o PT como governo deveria punir?

Código Florestal e o massacre da motossera




Esta em curso a aprovação do Código Florestal. Ontem assisti na TV Câmara um contundente discurso do deputado Ivan Valente (PSOL/SP) sobre os vários problemas do Código.

Entidades cientificas como a SBPC apresentaram relatórios com dados importantíssimos de como o atual Código Florestal trará danos irreparáveis ao meio ambiente brasileiro.

O PC do B está patrocinando o que num futuro bem próximo vai ser o maior massacre da serra elétrica no país, no que se refere a acabar com a moratória do corte de árvores, a redução das matas ciliares, menor espaço para as nascentes, entre outros, num relatório que defende claramente o agronegócio como o modelo padrão, em detrimento da agricultura familiar.

Segue abaixo um discurso do deputado Ivan Valente sobre o caso

Em defesa das florestas e da legislação ambiental brasileira

Por um debate democrático e participativo sobre o Código Florestal

Está em curso no país uma tentativa perigosa que pode reverter mais de cinco décadas de legislação ambiental no Brasil. A proposta de substitutivo do atual Código Florestal Brasileiro, aprovada em Comissão Especial e que aguarda votação no Plenário da Câmara, representa um verdadeiro retrocesso na proteção do meio ambiente.

De acordo com o novo texto, propriedades rurais de até quatro módulos fiscais ficam desobrigadas de manter a área de Reserva Legal, a porção de terra com cobertura original para conservação. Segundo o INCRA, as propriedades de até quadro módulos representam 90% dos 5,2 milhões de imóveis rurais do Brasil. A desobrigação abre uma brecha para que qualquer fazendeiro com mais de 400 ha de terra na Amazônia fracione sua propriedade e fuja da lei, aumentando significativamente os desmatamentos. O texto também anistia os desmatadores que cometeram infrações antes de 22 de julho de 2008, premiando aqueles que historicamente desrespeitaram o meio ambiente.

O relatório dá ainda autonomia para os Estados definirem os percentuais de área de Reserva Legal nas propriedades maiores e flexibiliza a aplicação das leis ambientais dentro da sua região administrativa, ignorando a necessidade de uma legislação ambiental federal. Caberá a eles definir também quais áreas desmatadas devem ser recuperadas. O nível de desarticulação e ineficácia de funções ambientais de um conjunto difuso de regras entre União, Estados e Municípios inviabilizaria a própria existência de uma legislação ambiental no Brasil, o que levaria, inclusive, a uma “guerra ambiental” entre os Estados como incentivo à instalação de indústrias, empresas, agronegócios e produção, tendo como moeda de troca a flexibilização às normas de proteção ambiental.

Não fosse a urgência de proteção do meio ambiente, o simples reconhecimento de ameaças e riscos a milhares de pessoas seria razão suficiente para entender a dimensão da irresponsabilidade que seria a revogação do atual Código Florestal. A aprovação da proposta atualmente em debate no Congresso permitiria legalizar “áreas urbanas consolidadas”, muitas consideradas “áreas de risco”, e rebaixaria os regramentos referentes aos condicionantes para intervenção humana em Áreas de Preservação Permanente (APPs), como margens de nascentes, córregos, rios, lagos, topo de morros, encostas e manguezais. Desta forma, agravaria o quadro gerado pelo processo de urbanização das cidades brasileiras, controlado pelo excludente mercado imobiliário e que tem provocado tragédias como a ocorrida na região serrana do Rio de Janeiro recentemente.

O texto aprovado pela Comissão Especial, na verdade, não conta com justificativas minimamente convincentes que demonstrem a necessidade de alteração do Código Florestal vigente, e parte de uma premissa equivocada para defender mudanças na legislação ambiental brasileira. Caso aprovadas, as alterações levarão o país a cometer um enorme retrocesso em termos de proteção do meio ambiente e da biodiversidade brasileira.

Segundo o projeto, a necessidade de ampliar a competição agrícola internacional e a produção de alimentos para o mercado interno justificaria a ocupação de todas as áreas agriculturáveis do território nacional. Inúmeras pesquisas demonstram, no entanto, que há terras disponíveis suficientes para se elevar a produção agrícola sem que seja necessário devastar nossas florestas. Ao contrário da suposta polêmica criada em torno de uma anteposição de interesses entre meio ambiente e agricultura, o meio ambiente ecologicamente equilibrado deve ser a base de sustentação da agricultura.

A verdade é que precisamos de outro projeto de desenvolvimento. Nossas florestas não são balcões de negócio, são bens de interesse comum. Os impactos do desmatamento da floresta tropical e de outros biomas do território brasileiro são conhecidos e altamente negativos, sobretudo para o efeito estufa, cuja redução está entre os compromissos internacionais do Brasil. Mudar o Código Florestal não vai ajudar a atingir esta meta.

O recado enviado por catástrofes ambientais como a de Niterói e do estado de Santa Catarina, que se repetem a cada ano, também aponta para a necessidade de um debate mais aprofundado, do qual não podemos prescindir da oitiva e da contribuição dos diversos segmentos da sociedade brasileira, incluindo a comunidade científica, que já manifestou seu repúdio ao substitutivo proposto. A tramitação açodada do projeto, à luz da pressão de interesses imediatistas, significa, na prática, negar o direito à participação e o próprio debate democrático sobre questão de tamanha relevância para os interesses da cidadania.

Vamos respeitar e fazer cumprir nossa legislação ambiental, e não flexibilizá-la. Em defesa dos avanços da legislação ambiental brasileira, diga não à entrada do substitutivo aprovado pela Comissão Especial do PL 1876 e apensados na pauta de votação do Congresso Nacional.
Defender a manutenção da proteção ambiental do atual Código Florestal significa evitar tragédias no campo, na cidade e no ambiente global. Diga NÃO às mudanças no Código Florestal!

Fevereiro de 2011.


Bomba na UFPA?

Fui informado que existe hoje uma investigação, sem tanto rigor, porque e conduzida a toque de caixa por estudante de que existe um forte indicio de corrupção e desvios de dinheiro em um setor da UFPA, como sempre naqueles onde a privatização é muito forte.

Vamos ver as próximas movimentações pra ver se é blefe, se é verdadeiro, e se for verdadeiro como irão conseguir provar.

Mas o que comentam é que seria um esquema parecido com o que foi o da ALEPA.

Lembro que quando estourou o escândalo do mensalão em 2005, veio a tona um esquema do mensalinho, patrocinado pelo ex-reitor e denunciado pelo ex-pro-reitor de planejamento. Vamos ver se um escândalo traz o outro.

Ato contra a corrupção

Amanhã o PSOL estará de novo num ato contra a corrupção na ALEPA

A crise das Fatecs Federais

Durante a campanha eleitoral de 2010, a candidata Dilma Rousseff apontou a expansão do número de Institutos Federais de Educação, Ciência e Tecnologia (IFs) como uma das principais realizações do governo Lula e prometeu aumentar o ritmo de criação de novas unidades. No fim da semana passada, ela anunciou suas metas para o setor - até 2014, Dilma promete aumentar em 56,7% o número de escolas técnicas e ampliar em 806,9% o número de estudantes na Escola Técnica Aberta do Brasil, que trabalha com ensino a distância.

Com inequívoco caráter eleitoral, a promessa é ambiciosa e nada garante que o governo conseguirá cumpri-la - principalmente se levarmos em conta a crise que os IFs em funcionamento estão enfrentando. Como não dispõem de professores em número suficiente, 20 mil alunos estão sem aula há mais de dois meses. Em outras palavras, ao mesmo tempo que promete criar mais 81 escolas técnicas até 2012 e outras 120 até 2014, o governo não consegue fazer funcionar as escolas já existentes.

Essa crise começou em fevereiro, quando Dilma assinou a MP 525, que limitou a 20% do total dos professores efetivos o número de professores substitutos dos IFs e proibiu que docentes substitutos já aprovados em concursos fossem nomeados. Essas medidas - juntamente com a proibição de novos concursos públicos - fazem parte do programa de ajuste do governo, que determinou um corte de R$ 50 bilhões no Orçamento da União.

Para se adaptar às novas regras, o Ministério do Planejamento bloqueou o sistema de inclusão de cadastros de substitutos - e isso impediu os docentes que já haviam sido aprovados em concurso de assumir seus cargos. Por causa do bloqueio, até os substitutos que já haviam começado a lecionar antes da edição da MP 525 deixaram de receber seus vencimentos. Esses professores decidiram continuar trabalhando, para não prejudicar os alunos, embora estejam sem receber há mais de dois meses. Em alguns IFs, os docentes concursados estão se cotizando para ajudar os substitutos que estão sem remuneração.

Para atuar dentro do limite de 20% de professores substitutos, com relação ao total de docentes efetivos, como determina a MP 525, os diretores das escolas técnicas tiveram de mudar a grade horária, sobrecarregando os concursados para poder liberar os docentes substitutos. "Mas isso, além de não ser bom pedagogicamente, é uma estratégia limitada", diz Cláudio Koller, diretor do Conselho Nacional das Instituições da Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica. "Você não consegue explicar para a sociedade que tem um sistema por trás do problema da falta de professores. Daí, quem apanha somos nós", afirma o reitor do Instituto Federal do Espírito Santo, Dênio Rebello Arantes.

Em alguns IFs, a situação é crítica. É o caso do Centro Federal de Educação Tecnológica de Minas Gerais. Com 13 mil alunos, a escola tem 394 professores substitutos - quase metade dos 800 efetivos. Para cumprir a MP 525, o Centro será obrigado a demitir 234 professores. "Não temos esse tanto de docentes substitutos porque queremos, mas porque não nos permitem fazer concurso com o objetivo de recrutar professores efetivos para repor os que se aposentam", diz o diretor Flávio Santos.

Quando a crise dos IFs irrompeu, o Ministério da Educação prometeu que o sistema de inclusão de cadastros do Ministério do Planejamento voltaria a funcionar no início de abril e que o governo permitiria a realização de novos concursos e a convocação dos docentes já aprovados. Até agora, nenhuma providência foi anunciada.

A crise dos IFs é um legado do governo Lula, que estimulou a criação desenfreada de centros de educação tecnológica e de universidades federais, sem qualquer planejamento. "Ele impeliu a criação de novos cursos, esparramou campi e agora não há professores. É uma incoerência", diz o vice-presidente da Associação Nacional dos Docentes do Ensino Superior, Luiz Henrique Schuch. Ao anunciar a criação de mais de uma centena de novas escolas técnicas, enquanto as existentes carecem de professores, Dilma está seguindo o exemplo de seu antecessor.

Fonte: O Estado de São Paulo de 02 de maio de 2011

domingo, 1 de maio de 2011

PROPAZ na UFPA

Pelos comentários que fiquei sabendo nunca se viu tantos tucanos de uma vez na UFPA.

Na inauguração do núcleo do PROPAZ no campus 3 da UFPA estavam presentes o próprio governador, o senador Flexa Ribeiro, o presidente da ALEPA, o salvador-geral dos corruptos Manoel Pioneiro, entre outros.

A coordenação do PROPAZ será de Izabela Jatene.

ENECS 2011 Caravana

Estou tornando publico que estamos em processo de organização de um micro-onibus ou onibus pro ENECS 2011.

Quem tiver interesse deve entrar em contato comigo.

Meu celular esta sempre na área - 81907025 e meu e mail que respondo todos os dias e pedromica_@hotmail.com

ENECS 2011

A comissão organizadora do ENECS 2011 em BH esta preocupada. E publica a dificuldade da comissão organizadora em conseguir alojamento, que a UFMG não disponibiliza alojamento nas suas dependências.

Conseguiram um espaço pra 800 pessoas. E a expectativa e de que cheguem dois mil estudantes.

Valei-me nossa senhora...

Seminário Trabalho Docente na Educação Básica: O Para em Questao

Nos dias 12 e 13 de Maio haverá no Instituto de Ciências Jurídicas o Seminário "Trabalho Docente na Educação Básica: O Para em Questão", uma promoção do Grupo de Estudos sobre Politica Educacional e Trabalho Docente, sob coordenação da professora Olgaises Maues, apresentando os resultados de uma pesquisa que envolveu 1500 professores da educação básica, em fins de 2009.

Trata-se de um evento interessantíssimo, que contara com a presença da professora Dalila Oliveira, presidente da Associação de Pesquisa e Pos-Graduacao em Educação (ANPED) e coordenadora-geral da Rede Latino-Americana de Estudos sobre Trabalho Docente.

As inscricoes serão gratuitas, procurem a sala do GESTRADO, no segundo andar do ICED.

Chico Buarque a ANEL

Chico Buarque escreveu na musica O que será vários versos Entre eles o compositor pontua "O que será que não tem conserto nem nunca terá (...), o que não tem decência nem nunca terá!(...) O que não tem vergonha nem nunca terá".

Isso de alguma forma se aplica a ANEL. E um tremendo absurdo que uma militante sua, ex-tesoureira do Centro Academico, suma com os recursos do Centro Academico e a os companheiros do PSTU nao facam nada.

Ainda esperamos a prestacao de contas. Na ultima reuniao extraordinaria do Centro Academico fui informado disso.

Esclarecimentos

Na sexta-feira compareci a uma reunião extraordinaria do Centro Academico para esclarecer algumas informacoes que alguns alunos tinham duvidas sobre a divida do ónibus que nos levou pro Rio de Janeiro pro CONECS e Bienal.

Pontuei tudo e apresentei recibos, tal qual me coloquei a disposição para quaisquer outros esclarecimentos.

Achei a reunião supervalida, no sentido de que as coisas precisam mesmo ser debatidas, afinal são recursos públicos e aqueles que todos nos esforçamos para arrecadas, seja em livro-ouro, pedagio, entre outros.

Retificando e ratificando

Aproveito pra retificar e ratificar algumas coisas sobre o CA de Ciências Sociais.

Retifico que a intenção do Centro Academico em fazer o mutirao das cadeiras e arrumação de salas no Bloco de Ciências Sociais era uma intenção de mostrar que estão faltando cadeiras. A presidente do CA, Kelly Gaia, me pontuou isso em uma reunião extraordinaria na ultima sexta-feira. Se a intenção for essa eu peco desculpas pela ultima postagem (cada um no seu quadrado), e parabenizo a gestão do CA.

Contudo e preciso ratificar algumas coisas. Esta registrado no blog que uma das propostas do Coletivo Olhar a Realidade e trazer uma extensão do protocolo da Faculdade para o Bloco. Quanto a isso eu ratifico as posicoes que defendi ao longo de toda a minha historia no movimento estudantil: devemos lutar para que a Faculdade abra a noite, não com intensificacao do trabalho dos funcionários, mas sim nos situando na luta por concursos públicos, por mais verba pra educação. Pode parecer algo grande demais, algo que vai alem do que se . Por isso mais do que nunca deve-se pautar a luta politica também no enfrentamento, sobretudo quando vemos existe em curso um grande corte no orçamento da universidade.

Nas ruas, nas pracas, quem disse que sumiu...

Também seguindo a luta e mobilização na sexta-feira mais houve um ato histórico, que foi a abertura da Prefeitura de Belem pros estudantes que pedem o congelamento da tarifa de transporte urbano.

Varios lutadores, com muitos secundaristas e varias entidades presentes, com participação da DS, Consulta Popular, Romper o Dia, ANEL, entre outros. O Coletivo Vamos a Luta tem os creditos do processo de mobilização, da estrutura, entre outros.

A unica coisa patética foi o desespero da ANEL, gueto socialmente inexpressivo, querendo a todo modo arranjar motivos pra estar na mesa e poder, como sempre fazem, fazer propaganda da sua entidade. Assim a unidade e difícil companheiros...

Mas foi positivo ver que hoje os estudantes estao pelo menos dizendo pro prefeito e SETRANSBEL que se houver aumento de tarifa pode haver uma rebelião de grandes proporcoes na cidade.

De inicio a Prefeitura nao queria debater, mas com 400 estudantes em mobilização e difícil a enrolacao pura e simples. Ficou acertado e isso foi uma grande vitória de congelamento da passagem ate a audiência próxima.

No outro dia a audiência foi manchete nos dois principais jornais da cidade. Por isso que eu repito...Nas ruas, nas pracas, quem disse que sumiu? Aqui esta presente o movimento estudantil.

A luta de classes ainda vive

Foi bonito ver que a luta de classes ainda existe, mesmo com a traição de dirigentes sindicais que estao vendidos ao governo.

Na ultima quinta-feira houve um grande ato de trabalhadores, mais de tres mil, que saiu do CAN em Nazare.

Foi um ato unificado chamado por grandes sindicatos como SINDPREVS, SINTSEP, ADUFPA e ANDES, Sindicato da Construcao Civil, SINDTIFES, entre outros, e a Associacao dos Concursados.

Deu pra ver que existe hoje um sentimento de disposição de luta entre varias categorias, e que se abandonarmos o sectarismo podemos começar a conseguir vitórias pra classe trabalhadora e impor derrotas pra patronal e Dilma.

Desculpas

Mais uma vez solicito desculpas aos leitores do blog, mas esta semana que passou foi muito corrida e não tive tempo de atualizar o blog, mas vou colocar de uma forma sintética a badalada semana que passou.