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domingo, 1 de maio de 2011

Nas ruas, nas pracas, quem disse que sumiu...

Também seguindo a luta e mobilização na sexta-feira mais houve um ato histórico, que foi a abertura da Prefeitura de Belem pros estudantes que pedem o congelamento da tarifa de transporte urbano.

Varios lutadores, com muitos secundaristas e varias entidades presentes, com participação da DS, Consulta Popular, Romper o Dia, ANEL, entre outros. O Coletivo Vamos a Luta tem os creditos do processo de mobilização, da estrutura, entre outros.

A unica coisa patética foi o desespero da ANEL, gueto socialmente inexpressivo, querendo a todo modo arranjar motivos pra estar na mesa e poder, como sempre fazem, fazer propaganda da sua entidade. Assim a unidade e difícil companheiros...

Mas foi positivo ver que hoje os estudantes estao pelo menos dizendo pro prefeito e SETRANSBEL que se houver aumento de tarifa pode haver uma rebelião de grandes proporcoes na cidade.

De inicio a Prefeitura nao queria debater, mas com 400 estudantes em mobilização e difícil a enrolacao pura e simples. Ficou acertado e isso foi uma grande vitória de congelamento da passagem ate a audiência próxima.

No outro dia a audiência foi manchete nos dois principais jornais da cidade. Por isso que eu repito...Nas ruas, nas pracas, quem disse que sumiu? Aqui esta presente o movimento estudantil.

A luta de classes ainda vive

Foi bonito ver que a luta de classes ainda existe, mesmo com a traição de dirigentes sindicais que estao vendidos ao governo.

Na ultima quinta-feira houve um grande ato de trabalhadores, mais de tres mil, que saiu do CAN em Nazare.

Foi um ato unificado chamado por grandes sindicatos como SINDPREVS, SINTSEP, ADUFPA e ANDES, Sindicato da Construcao Civil, SINDTIFES, entre outros, e a Associacao dos Concursados.

Deu pra ver que existe hoje um sentimento de disposição de luta entre varias categorias, e que se abandonarmos o sectarismo podemos começar a conseguir vitórias pra classe trabalhadora e impor derrotas pra patronal e Dilma.

Desculpas

Mais uma vez solicito desculpas aos leitores do blog, mas esta semana que passou foi muito corrida e não tive tempo de atualizar o blog, mas vou colocar de uma forma sintética a badalada semana que passou.

quarta-feira, 27 de abril de 2011

Dia Nacional de Luta

Amanha o dia nacional de luta partira do CAN com servidores municipais, estaduais e federais na luta contra os cortes no orçamento, em defesa dos servicos públicos.

Concentração no CAN as 9 h.

Professores em luta

Amanha os professores da UFPA devem em boa parte aderir a paralizacao na luta contra o pacote de maldades do governo Dilma, com corte no orçamento e congelamento salarial.

Sera uma paralizacao de 24 horas, atividade da campanha salarial de 2011 e é uma forma de pressionar o governo Dilma a a retomar uma negociação efetiva e atender as reivindicações da categoria.

terça-feira, 26 de abril de 2011

Por que? Como assim?

Acabou não rolando ontem o ato contra a falta de infra-estrutura no IFCH.

Cada um no seu quadrado?

Parece que o slogan cada um no seu quadrado não pode ser tão aplicado às ciências sociais. O centro academico tem que ser a entidade que organiza as lutas dos estudantes, os representa nos espaços deliberativos e que organiza atividades academicas.

Mas o CACS tem tomado pra si responsabilidades que são da Faculdade. Primeiro foram os comprovantes de matricula que o CA resolveu levar da Faculdade até o bloco de sala de aula. Depois foi a ultima: o CA vai fazer um mutirao pra organização das salas de aulas, carregando cadeiras, fazendo o papel que deve ser da Faculdade.

RU

Eu acho incrível como não foi tomada até hoje nenhuma medida para proibir o transito de animais no Restaurante Universitário do Básico.

Qualquer fiscal da vigilância sanitária ficaria horrorizado com as cenas que vemos todo dia. São cães, gatos disputando restos de comida e o almoço com os estudantes.

Pragmatismo

O PC do B que há muito tempo flerta com Kassab em São Paulo e relatou a reforma florestal que a bancada ruralista queria acaba de oficialmente entrar na base de apoio do prefeito paulistano.

Pragmatismo?

segunda-feira, 25 de abril de 2011

Audiencia publica sobre os transportes em Belem

Lembrando que a heróica resistência contra o aumento da passagem tem que continuar. Nesta sexta-feira as 9 da manha haverá audiência publica na Prefeitura Municipal sobre as tarifas publicas.

Bullyng

Acho que o caso da Tragédia do Realengo repercurtiu bastante na sociedade de uma forma em geral.

Andei esses dias no IFPA, antigo CEFET, e vi um cartaz pedindo pras pessoas denunciarem o bullyng. Achei uma iniciativa louvável, os dirigentes do instituto estao de parabéns. A unica critica que tenho a fazer e que pedem pras pessoas levarem os casos pra assistente social resolver. Caberia ai um psicólogo, sociólogo ou pedagogo pra ajudar.

Rede Emancipa em Belem

Esta sendo criada em Belem a Rede Emancipatoria de Cursinhos Populares, ou simplesmente Rede Emancipa.

Trata-se de uma iniciativa para oferecer oportunidades educacionais a setores menos favorecidos da sociedade, tocado por um setor do PSOL.

Aqui em Belem amanha haverá reuniao com os professores voluntários para debates, apresentacoes, entre outros. Quem tiver interesse deve entrar em contato com o camarada Anderson Castro, ex-coordenador geral do DCE UFPA, pelo fone 091 82086101.

domingo, 24 de abril de 2011

PAC, Copa, Foxconn e cia: a chinalização e o PRONATEC

Por Júlio Miragaia

Vamos acompanhar uma linha do tempo: Obama vem ao Brasil no mês passado e declara que “chegou a hora de tratar o Brasil como a Índia e a China”. Entre as inúmeras declarações do presidente ianque essa intriga. Afinal, tem sido cada vez mais notório que nesses países se instalam as relações trabalhistas das mais precarizadas no mundo. Bom exemplo disso é o suicídio de 14 operários da Foxconn, ano passado na China.

Falando em China, e falando em Foxconn, a presidente Dilma Roussef esteve na semana passada visitando a ditadura capitalista chinesa. A agenda da chefe do Estado brasileiro rendeu o anúncio da mesma Foxconn e de outras empresas em investimentos no Brasil. Desta primeira, de cerca de R$ 12 bilhões e a criação de filiais.

Superexploração e grades
Atualmente a Foxconn tem dois complexos na cidade chinesa de Shenzhen. Neles trabalham cerca de 400 mil funcionários em linhas de produção de iPhone, iPad e outros produtos eletrônicos. Depois do suicídio dos jovens operários no ano passado, os trabalhadores tiveram aumento de 60% nos salários, mas a superexploração segue sendo uma rotina. A jornada diária é de 10 horas, seis dias por semana, em troca de um salário equivalente a R$ 1.083 e seguro-saúde. "Nós produzimos os eletrônicos mais luxuosos, mas não os consumimos", diz um operário em entrevista a um repórter da Folha de São Paulo que acompanhou a visita presidencial. Após os suicídios a Foxconn instalou grades nas janelas e redes sob os dormitórios para evitar novas mortes.
Nos quatro complexos onde vivem os trabalhadores da empresa residem 100 mil funcionários. Num quarto dormem oito pessoas. A divisão dos edifícios é por gênero, e visitas estão proibidas. A Foxconn estuda construir no Brasil algo semelhante. As relações trabalhistas não são nada modernas: cobranças dos chefes por meio de humilhantes broncas públicas, longas horas extras, falta de privacidade e de lazer nos dormitórios e baixos salários são parte da rotina.

O que há por trás do PRONATEC?
Em seu primeiro pronunciamento, a presidente Dilma anunciou a criação do Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico (Pronatec), que deverá ser lançado na próxima semana. O objetivo do mesmo é a "capacitação profissional" de cerca de 3,5 milhões de trabalhadores até 2014. Só esse ano serão 500 mil inscritos no programa. O foco será nos setores mais carentes de profissionais especializados, como construção civil, tecnologia da informação e serviços (hotelaria e gastronomia, por exemplo).
O Pronatec será criado por projeto de lei, porque altera várias regras, como a do seguro-desemprego, por exemplo. Como o governo tem pressa, a proposta deverá ser enviada ao Congresso com pedido de tramitação em regime de urgência.
Seria o único objetivo do governo federal a qualificação profissional de tarbalhadores para o mercado de trabalho? Não é tão simples assim.


A instalação do complexo de montagem da Foxconn é apenas a ponta de um iceberg. A movimentação do governo Dilma, no que diz respeito a política que está tendo de criar uma imensa quantidade de mão de obra técnica supostamente qualificada parece parte de uma plano maior. Os recentes levantes operários ocorridos nas obras do PAC, com maior expressão em Jirau e Santo Antônio, mostram que uma "chinalização" das relações trabalhistas pode estar em andamento no Brasil.

É preciso uma mão de obra não tão bem qualificada assim para os inúmeros projetos em curso, como as obras do PAC, da Copa do Mundo, das Olimpíadas e as instalações de multinacionais como a Foxconn por exemplo. Para esses projetos não é preciso uma mão de obra oriunda do ensino superior, por isso a tendência é de um "boom" sobre o ensino técnico, a partir de projetos como o PRONATEC, com cursos rápidos e que dêem a impressão na população de que o governo está investindo em educação. Nada mais falso.

Uma chinalização do Brasil à vista
Dilma vai ao longo de seu mandato cumprindo com o compromisso de campanha feito com o empresariado, em especial com os da construção civil que tem um prato cheio para os próximos anos, com uma mão de obra barata para uma fácil mais-valia. Não à toa a Gerdau inicia uma "consultoria" ao governo, sendo que desde a gestão de Lula, Jorge Gerdau foi um dos membros mais atuantes do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social.

Obama não disse que havia chegado a hora de tratar o Brasil como a Índia e a China por acaso. A intenção do imperialismo é aprofundar em território verde e amarelo a superexploração existente nesse países. Precisamos denunciar essa chinalização que está por trás de projetos como o PRONATEC e os inúmeros projetos em curso. Pode até parecer clichê falar, mas é necessário: ou os trabalhadores e a juventude se mobilizam a exemplo dos levantes nas obras do PAC, ou podemos (e deveremos) ver casos como o dos suicidas na Foxconn se repetir aqui . Alguém duvida? As mobilizações em Jirau foram contra uma superexploração em muito semelhantes as da ocorrida em Shenzhn, ou qualquer semelhança é mera coincidência? Com a palavra, o futuro.

Júlio Miragaia é estudante de Comunicação Social e militante do Coletivo Estudantil Vamos à Luta e da CST-PSOL.

Simpósio sobre mulheres e participação política

Aproveitando pra lembrar e divulgar o Simpósio sobre Mulheres e Participação Politica promovido pelo GEPEM/UFPA nos dias 5 e 6 de Maio no Auditório do CAPACIT na UFPA.

Será um evento otimo.

Ato amanha no IFCH

Amanha os estudantes de geografia e outros de cursos diferentes farao um ato no IFCH pela infra-estrutura dos blocos de sala de aula.