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domingo, 10 de abril de 2011

Estado laico?

Já faz um tempo que vem se travando um grande debate na sociedade civil sobre a questão da laicidade do Estado. Um estado laico é oficialmente neutro em relação às questões religiosas.

A importância disso aumenta à medida em que em nome de convicções religiosas se fizeram grandes genocídios nas sociedades ocidentais, e no Brasil com os índios, e ultimamente as barbaridades ditas pelo deputado Jair Bolsonaro (PP-RJ).

É importante que se diga que é o princípio do Estado laico que possibilita o respeito à liberdade religiosa, a pluralidade de convicções, retirando do Estado a opção por uma única denominação religiosa. É um debate que vem desde alguns séculos atrás, quando conseguiu-se, mediante a morte de centenas de milhares de lutadores, a separação entre o poder político e o poder religioso.

Se por um lado esta vitória começa desde a revolução francesa, ainda que culminando em uma revolução burguesa, chegamos ao século XXI com uma enorme divida entre o que deveria ser um Estado laico e o projeto mal sucedido que realizamos.

Se considerarmos a baixaria religiosa nos níveis em que se travou o segundo turno da disputa presidencial de 2010, ou o peso das candidaturas cuja base ou curral eleitoral venham a ser as Igrejas, notadamente as evangélicas, perceberemos o quão tênues é a separação entre o poder público e o poder religioso no Brasil.

Sem o ode ao trabalho presente na sociologia weberiana, verificamos que o número de feriados de carater religioso no Brasil atinge números impressionantes.

Em Belém o prolongamento da avenida Independência ajudou sobremaneira a escorrer o tráfego de automóveis da região da Augusto Montenegro e Cidade Nova, na região metropolitana. O nome da nova avenida chamou-se Dalcidio Jurandir, romancista paraense de reconhecimento e prestigio inquestionavel. A deferência foi importantíssima pra instigar nossos jovens a conhecer um pouco mais da nossa literatura, da nossa cultura.

Mas fui surpreendido quando anunciado pelos jornais o nome da avenida passaria a chamar-se Centenário da Assembleia de Deus, em referencia e homenagem aos cem anos desta denominação que tem origem em Belém. A aprovação foi feita na última semana na Câmara Municipal.

Estamos falando da Assembleia de Deus que segundo circula à boca miúda barganhou espaços políticos no governo Ana Júlia Carepa em troca de apoio politico à sua reeleição e à candidatura de Cláudio Puty. Estamos de uma igreja que pode ser uma máquina de fazer votos. Uma justa homenagem?

Alguns mortos de vez em quando recebem homenagens. Deveríamos qualquer dia homenagear o Estado laico, que morreu sem nem ter nascido plenamente, celebrar qualquer dia desses a volta dos que não foram com a religiosidade do Estado, enfim...Afinal vamos celebrar tudo...Como Renato Russo já dizia "vamos celebrar a estupidez humana, do meu país e sua corja de assassinos, covardes, estupradores e ladrões...Vamos celebrar a aberração de nossa toda falta de bom senso".

Manifesto do Vamos á Luta pro CONEG

Como resposta à bandeira do CONEG, que chama-se a educação tem que ser 10, os companheiros do coletivo Vamos a Luta fizeram um manifesto, o qual reproduzo a seguir.

Para a educação ser 10, a UNE tem que enfrentar Dilma.

Manifesto do Coletivo Estudantil Vamos à Luta! ao 59º CONEG da UNE

Companheiros!

Do nosso último encontro nacional no CONEB (Conselho Nacional de Entidades de Base), para cá, muitas coisas aconteceram no Brasil e no mundo. Assistimos com muito entusiasmo as rebeliões dos povos no norte da África e na Península Arábica. Reclamam contra a pobreza, por liberdade e democracia, e contra governos corruptos. Assim, da Tunísia à Líbia, passando pelo Egito, a juventude e os trabalhadores confirmam que vivemos uma época onde revoluções são possíveis e, em muitos casos, inevitáveis. É inegável que essas lutas enfraquecem o domínio do imperialismo dos EUA e da União Européia. Infelizmente, vimos Fidel Castro, Hugo Chávez, Evo Morales e Daniel Ortega apoiarem Kaddafi. É necessário que os lutadores comecem a tirar conclusões políticas.

No Brasil, passados 100 dias do governo Dilma o que pudemos perceber? Quais são as primeiras conclusões possíveis?

A política econômica está assentada sobre o tripé conservador de controle de câmbio, metas de inflação e superávit primário. Isso, na prática, significa cortes no orçamento de áreas sociais como saúde e educação (a educação sofreu um corte de 3,1 bilhões de reais). Significa que quase 50% da riqueza nacional é destinada a pagar juros ao capital financeiro, aos banqueiros.

Obama visitou o Brasil. Não foi a visita de um amigo. Foi uma visita comercial onde o principal interesse foi o Pré-Sal. A subserviência de todo o governo ao presidente estadounidense foi inegável. Aos movimentos sociais, que corretamente protestaram contra a presença de Obama, houve repressão. 13 companheiros foram presos no Rio de Janeiro. Além disso, vale lembrar que foi do Brasil que Obama deu a ordem para o começo dos ataques à Líbia. Um desrespeito com nossa soberania.

O carro chefe da eleição de Dilma, o PAC, está sendo desnudado pela espetacular mobilização dos trabalhadores da construção civil. Os baixos salários, os alojamentos precários e a carga horária de trabalho acentuada são os motivos da mobilização.

Para a juventude, Dilma quer criar o PRONATEC, o ProUni do Ensino Médio.

Nesses 100 primeiros dias se fortalece o caráter mais conservador do governo. Os setores que apostaram na “disputa dos rumos do governo” perdem espaço em relação ao Governo Lula. O salário mínimo que teve um reajuste de 5 reais e os mais de 61% de reajuste para os parlamentares e mais de 120% para a própria Dilma também são uma demonstração de descaso com a maioria do povo brasileiro.

Enfrentamos agora, no dia-a-dia das universidades problemas cada vez maiores. O orçamento das IFES (Instituições Federais de Ensino Superior) foi afetado consideravelmente, e o reflexo dessa política é sentido pelos estudantes de todo o país. No ensino pago (ver box) o aumento das mensalidades expulsa os estudantes das faculdades.

Por isso acreditamos que este CONEG deve fazer essas reflexões e estes debates. A direção majoritária da UNE (PCdoB/UJS/PT) insiste em apostar todas as fichas em negociações com o governo. A realidade demonstrou que isto é um equívoco e Lula acabou vetando os 50% do pré-sal para a educação. Não podem se chocar com Dilma porque com ela tem cargos e privilégios. É, além de tudo, uma questão material. Por isso não fazem o que é necessário para que os estudantes alcancem suas conquistas.

Os 10% do PIB e os 50% do pré-sal para a educação só são possíveis se enfrentarmos Dilma. Esta é a principal conclusão que deve ser tirada dos últimos oito anos e desses 100 primeiros dias de governo.


A Direção da UNE vota a favor do aumento das mensalidades

O governo Dilma começa sem dar nenhuma perspectiva de regulamentação às Instituições Privadas. Como resultado vemos o aumento desenfreado das mensalidades que não são revertidas em melhoria de qualidade nas Instituições.

E, enquanto os estudantes vão às ruas contra o aumento das mensalidades no estado do Pará, por exemplo, a UNE traiu os estudantes e assinou um acordo aprovando o abusivo aumento de mensalidades solicitado pelas reitorias.

Vamos à Luta nas Particulares

Enquanto o governo não impõe limites para o lucro das universidades particulares, vemos o exemplo na paralisação dos professores em pelo menos 50 escolas de Belo Horizonte que brigam para ter um reajuste real nos seus salários demonstrando que o aumento das mensalidades não é destinado a qualidade da formação e sim para o bolso dos empresários.

É fundamental a organização dos estudantes das particulares, somos 80% dos universitários do Brasil e juntos podemos barrar os aumentos, as taxas abusivas, a falta de democracia e liberdade de organização, e garantir qualidade nas nossas Instituições.

Para isso te convidamos a construir um Comitê Nacional de Luta nas Particulares onde possamos nos organizar e defender nossos direitos. Então, Vamos à Luta?

CONEG da UNE

O 59 Conselho de Entidades Gerais da UNE começou no dia 08 de Abril e termina provavelmente hoje. Trata-se de um conselho no qual participam as principais lideranças do movimento estudantil nacional, representando seus DCE's, Executivas ou Federações de curso, Uniões Estaduais de Estudantes, entre outras entidades.

Este não é um espaço como o CONEB, no qual como eu falei numa postagem em Janeiro, tratava-se de cada força política tentar recrutar militantes pra sua organização. Diferentemente, o CONEG reúne os maiores quadros políticos do país em se tratando de movimento estudantil, e as pessoas ali já tem uma opinião formada sobre o panorama politico no país.

Vem se tratar de um evento que deve aprovar uma plataforma de lutas que não vai questionar o governo federal, ou fará críticas tímidas, e a programação do Congresso da UNE, que vai ser em Brasília em Julho.

Os caminhos do tráfico na Colômbia

Texto interessante, retirado do portal UOL

Reinventar-se ou morrer. É a máxima que rege o negócio do narcotráfico na Colômbia, sobretudo quando se fala do transporte da droga. A Marinha Nacional passou a encontrar no mar de pequenas lanchas, rudimentares mas muito rápidas, a autênticas naves submersíveis em fibra de vidro e com autonomia de navegação até o México.

"As primeiras embarcações autônomas para o narcotráfico que encontramos, as lanchas 'gofast' (chamadas assim por sua rapidez), eram pequenas, com dois motores", conta à Agência Efe o almirante Álvaro Echandía, comandante da marinha colombiana.

Depois "foram evoluindo" até ter três, quatro e cinco motores. "Houve um tempo em que usavam motores internos, mas não lhes deram resultado porque no mar qualquer problema deixava a lancha fora de serviço, à deriva", resume.

Muitas destas embarcações, segundo informação proporcionada por capturados ou náufragos, "se perdiam" e não eram adequadas para travessias em alto-mar.

Tinham que idealizar algo e começaram tapando a cobertura com fibra de vidro, para torná-la mais segura e protegê-la das ondas. Assim, a droga, geralmente coberta com plástico ou látex, também não se molhava.

Da lancha ao submersível

Echandía explica que a evolução continuou com os motores que passaram a ser a diesel para evitar a irradiação de calor, mas as torna mais fáceis de detectar do ar por infravermelhos. "Mudaram a velocidade por causa da discrição". Já eram semissubmersíveis, com uma pequena casinha para o piloto.

O primeiro aparelho deste tipo a Marinha encontrou em 1993 perto da ilha de Providencia, no Caribe. Tinha capacidade para transportar uma tonelada de droga e "muito chumbo" para poder submergir.

"Já não utilizam chumbo, mas usam como lastro a própria cocaína", revela o almirante, detalhando que a Marinha confiscou 60 semissubmersíveis desde 1993. No dia 13 de fevereiro, um achado perto da desembocadura do rio Saijá, no departamento do Cauca (sudoeste), surpreendeu as autoridades.

Era um autêntico submarino com periscópio e radar, capaz de submergir-se completamente e navegar até a nove metros de profundidade, com uma capacidade de carga de oito toneladas de droga e uma autonomia de navegação da Colômbia até o México.

O chefe do Comando Conjunto Pacífico Número Dois do Exército, o general Jaime Herazo, explicou então à Efe na mesma região do achado que sua construção teria custado mais de 4 bilhões de pesos colombianos (cerca de US$ 2,2 milhões).

A fabricação, um negócio à parte

Transformado o narcotráfico em um fenômeno com muitas ramificações, segundo Echandía, já não há um cartel que controle tudo, mas organizações de delinquentes que, no caso dos submersíveis, se encarregam de construí-los e participar do negócio através do transporte da droga.

Estas organizações "não fazem parte da cadeia de produção, não cultivam folha de coca, não processam a cocaína", esclarece o chefe da Marinha, acrescentando que recebem a droga "quase no ponto de embarque" e alguns de seus integrantes fornecem "dólares ou materiais" para os submersíveis.

Eles são construídos em estuários de rios e mangues ocultos pela vegetação da selva, especialmente no litoral do Pacífico, e uma vez terminados esperam as marés subirem para fazê-los navegar.

"O submersível achado no último dia 13 de fevereiro estava em uma região que é como uma teia, com pequenos canais de água muito estreitos. Por isso é supremamente difícil detectá-los", admite Echandía. São armados por períodos, às vezes em lugares diferentes e com pessoas diferentes para cada fase.

Uma vez prontos, prestam serviço a diversos grupos ilegais: a guerrilha das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), a mais antiga da América Latina; os novos grupos criminosos, chamados "bacrim" e constituídos em boa parte por antigos paramilitares; e os narcotraficantes "puros", muitos com nexos com cartéis mexicanos.

Os caminhos da droga

"Há rotas do narcotráfico que saem da Colômbia e outras que passam pela Colômbia", diz o almirante.

"Existem várias pelo Pacífico e inclusive uma corre além das ilhas equatorianas de Galápagos. A chamada central rodeia a América Central, tanto pelo Pacífico como pelo Caribe. E a oriental vai em direção à ilha Hispaniola (República Dominicana e Haiti), África e Europa", completa.

O controle dessas rotas define as alianças e disputas entre as Farc e as "bacrim". No começo de fevereiro, um confronto em uma zona rural da Argélia, no Cauca, entre o grupo guerrilheiro e um desses bandos, conhecido como Los Rastrojos, deixou 15 mortos.

Isso demonstra, de acordo com Echandía, que as alianças entre eles no negócio da droga são "de conveniência". "Às vezes quebram esses pactos e a única forma de responder é violentamente. No narcotráfico os erros são pagos com a vida, aqui não há meio termo", ressalta.

Novas leis

Na média, desde 2005 a Marinha confisca a metade da quantidade total de droga apreendida anualmente na Colômbia, que recebe apoio dos Estados Unidos em virtude de um acordo marítimo assinado por ambos os países nos anos 90.

De 66 toneladas de cocaína apreendidas pela Marinha em 2006 se passou para 97 em 2009. "Após um ano muito bom vem um mau", porque as máfias do narcotráfico "reagem", diz Echandía. Em 2010 caiu para 67 toneladas.

Em relação à descoberta de semissubmersíveis, se passou de 20 em 2009 para apenas seis em 2010. O almirante lembra que em 2009 se aprovou uma lei na Colômbia que estabelece que "o contato com este tipo de embarcação é ilegal".

Quem é surpreendido em uma destas embarcações recebe multas de até US$ 12 milhões e penas de prisão, mesmo que não haja drogas a bordo.

Essa nova legislação botou medo em muitas máfias, que se foram "para outros lados" para construir os submersíveis, argumenta Echandía.

De fato, a Marinha do Equador descobriu em agosto de 2010 uma espécie de estaleiro onde se presume que se fabricou um pequeno "narcossubmarino" achado um mês antes, em uma região de selva litorânea próxima à fronteira com a Colômbia.

sábado, 9 de abril de 2011

A tragedia no Rio e o bullyng

Tenho visto sobre o tragédia no Rio e confesso que fiquei impressionado. A midia tem insistido em transformar o jovem Wellington Menezes num psicopata, associa-lo ao terrorismo, ao fundamentalismo religioso, entre outros.

Mas e preciso ver a situação sob outro ângulo. O que leva um jovem de 23 anos, bonito, a cometer um infanticidio desse porte? Li hoje no jornal O Liberal que ele entrou numa sala de aula e tirou a arma da mochila e nao atirou sequer uma vez contra a professora que lecionava no momento.

Foi uma acao totalmente arquitetada, bem planejada ate. O jovem foi a escola uma semana antes, solicitou a segunda via do histórico escolar, e voltou uma semana depois.

Ao que tudo indica foi uma reação extremada ao bullyng que sofreu. O bullyng refere-se a violência, física ou psicológica, praticada ou sofrida por um individuo com a perspectiva de humilhar outro. As vezes nem nos damos conta de como algumas brincadeirinhas , nem sempre inocentes como supomos, são capazes de destruir emocionalmente o outro. Na escola principalmente os negros, gordinhos e magrinhos, homossexuais (ou que os colegas supõem homossexual), entre outros são as principais vitimas.

É difícil ser diferente, é difícil ser um menino e não gostar de jogar futebol num pais em que homem que é homem é boleiro desde o berço, um menino não querer ser o pegador numa sociedade em que homem que é homem não pode negar fogo, é difícil ser uma menina e não ter a silhueta da Gisele Budchen (não sei se é assim que se escreve) quando se valoriza a mulata gostosa, enfim, é difícil ser diferente na escola, justamente quando o próprio sistema educacional não está preparado pra trabalhar com as diferenças.

É preciso rever a formação dos nossos docentes para a diversidade, é preciso que a escola esteja preparada pra trabalhar com os alunos vitimas de bullyng e aquele que praticam o bullyng.

Imagino a angustia do Wellington quando planejou tudo isso, mas colocava na balança ter que ceifar sua própria vida depois da barbárie. Valia a pena? Com toda certeza não, mas precisamos ser vigilantes com nossas crianças e adolescentes, com os outros Wellingtons que são vitimas de bullyng por ai todos os dias.

sexta-feira, 8 de abril de 2011

II Seminário sobre Trabalho Docente

Promovido pelo Grupo de Estudos sobre Politica Educacional, Formação e Trabalho Docente - Gestrado, coordenado pela professora Dra. Olgaises Maues, o II Seminário sobre Trabalho Docente, na segunda-feira 11/04/2011, no auditório do ICJ.

Confiram a programação:

Confira a programação:
Dia 11/04 (segunda-feira)
9h – Mesa de abertura
9h30 – Mesa – Trabalho docente: profissionalização, organização e resistência
· Miguel Duhalde (Red DHIE - Argentina)
· Leonora Reyes (Uchile - Chile)
· Rosimê Meguins (ADUFPA)
· Representante do SINTEPP
· Coordenação: Olgaíses Maués (UFPA)
15h – Palestra – O trabalho docente: a saúde em questão
· Ada Ávila Assunção (UFMG)
· Coordenação: Luciene Medeiros (UFPA)

quinta-feira, 7 de abril de 2011

Audiência com a prefeitura

Dia 29 de Abril teremos a audiência pública com a prefeitura de Belém sobre o aumento das passagens. Houve uma manifestação muito grande que entrou pra historia da cidade e barrou o aumento.

A Prefeitura do nefasto Dudu jogou essa audiência pro dia 29 deste mês. É preciso não deixar a peteca cair. Vamos a luta!

Eleição DCE UEPA

Hoje encerrou-se a eleição pro DCE UEPA, e a chapa ligada a esquerda da UNE, independentes e PSOL venceu por uma diferença folgada, com 311 votos. Ao final o DCE que e proporcional a chapa vitoriosa terá 15 cargos, contra 12 da chapa derrotada do PSTU e ANEL.

A vergonha pros companheiros do PSTU e que o DCE UEPA e formalmente filiado a ANEL. Que coisa hein!

Professora Marly no doutorado

A professora Marly, da Faculdade de Ciências Sociais, encontra-se no doutorado na PUC-SP. Algumas pessoas vieram me perguntar sobre o seu paradeiro. Foi liberada pela Faculdade e IFCH, os relatores da sua liberacao foram os professores José Carlos e Ernani Chaves.

segunda-feira, 4 de abril de 2011

Fraude no Vestibular - Fichas sujas impunes?

Já se foi muito tempo, um ano e meio, do escândalo que levou a UFPA pra paginas do Brasil inteiro por fraude no seu processo seletivo, com fortes indícios de vazamento e venda da prova.

Nesta época de ajuste fiscal o prejuízo de um milhão de reais se fosse ressarcido a UFPA seria uma boa. Enquanto isso os fichas-sujas, aqueles responsáveis pelo escândalo continuam impunes, leves e soltos, talvez ate rindo daqueles que como nos acreditam numa universidade ética e proba.

Lembro que na eleição pra direcao do IFCH o grupo de apoiadores da candidata derrotada Denise Cardoso afirmava que o processo estava concluído, que teríamos punicoes firmes, que não era pra votar no candidato ficha suja. Então, o que aconteceu? Era bravata? Era só uso politico do fato?

E a reitoria não vai se manifestar? Alo Maneschy e principalmente Alberto Teixeira, assessor do reitor e candidato derrotado a diretor-adjunto do IFCH, cade a conclusão do inquérito, sindicancia, investigação ou qualquer coisa do tipo?

Há quem diga que se formos investigar as relacoes entre o Sistema de Ensino Universo e um grupo de professores da Faculdade de Geografia vamos encontrar alguns gemeos siameses la, unidos por ...Cala-te boca!



Divisao do curso de geografia

O curso de geografia da UFPA vem passando por um grande celeuma. A intenção da Faculdade de Geografia de dividir o curso este ano, portanto ja para os atuais calouros, em um curso de licenciatura e outro de bacharelado.

Existe uma luta intensa pelo Centro Academico velho de guerra contra a divisao.

domingo, 3 de abril de 2011

Ciclo de debates sobre o PNE


Promoção do Grupo de Estudos e Pesquisas sobre Politica Educacional, Formação e Trabalho Docente, coordenado pela professora Dra. Olgaises Maues


sábado, 2 de abril de 2011

30 de Março, dia da democracia na UFPA

Observei que ninguém basicamente na UFPA lembrou do dia 30 de Março como o dia da democracia na UFPA.

Vamos lembrar os fatos: na eleição pra reitor em 2008 surgiram quatro candidaturas – Carlos Maneschy, Regina Feio, Ana Tancredi e Ricardo Isaac.

Regina Feio foi pro - reitora de extensão no primeiro mandato de Alex Fiúza e depois se tornou a vice-reitora. E foi a candidata do ex-reitor Alex Fiúza.

Carlos Maneschy foi candidato a reitor em 2000, tendo sido derrotado por Alex Fiúza por uma diferença bem pequena. Na segunda gestão de Alex Fiúza veio a ser diretor de pesquisa na Pro - Reitoria de Pesquisa e Pós-Graduação.

Ana Tancredi foi diretora do Centro de Educação, pro - reitora de ensino e quem implantou a interiorização da UFPA. Sua candidatura foi lançada pelo DCE, ADUFPA e SINTUFPA.

A eleição foi paritária, não na formula que o DCE propôs, mas numa formula proposta pelo ex-reitor Alex Fiúza. O interessante disso e que o ex-reitor propunha como formula a Lei dos 70%, que dava o peso pro voto do professor de 70% e o voto dos servidores e estudantes em 15%, defendendo essa opinião no Jornal Beira do Rio.

Ao fim da eleição o professor Maneschy vendeu a eleição, com Regina Feio em segundo e Ana Tancredi em terceiro.

A historia se faz de contradições. Curiosamente se o Conselho Superior tivesse encaminhado a formula proposta pelo DCE a candidata do ex-reitor teria vencido por 2% de diferença.

Depois disso foram varias tentativas de golpe do grupo de Alex Fiúza pra reverter a vontade da comunidade acadêmica. A primeira foi no dia 08 de Dezembro, se a memória não falha, no chamou-se uma reunião do Conselho Superior, instancia máxima de deliberação da UFPA, no qual queriam a recontagem dos votos, que foi barrado pela forca da organização dos movimentos em defesa da democracia e do respeito à comunidade acadêmica.

Após isso lembro que num CEB o companheiro Fabrício Gomes deu o informe do golpe que estava sendo orquestrado. Na época eu era secretário-geral do DCE e membro titular no Conselho Superior Universitário. O professor Alex Fiúza, na época reitor e presidente do Conselho Superior encaminhou um documento com uma serie de erros pro MEC, que mandou o documento de volta e pediu uma eleição dentro do Conselho. O objetivo não podia ser outro: uma forma de eleger por vias obscuras a professora Regina Feio.

No dia 30 de Março de 2009 fizemos uma rebelião na UFPA. Mobilizamos todas as pessoas possíveis e fomos pro Conselho, e ali mais uma vez fizemos prevalecer a vontade da comunidade acadêmica, demonstrando que pra nos democracia não e conveniência, e que reitor eleito e reitor empossado.

E ali entramos pra historia ao registrar nossos nomes na luta pela democracia na UFPA, e em 1 de Julho o professor Maneschy assumiu como reitor com a sua equipe de trabalho.

sexta-feira, 1 de abril de 2011

Documentos do PSTU: Pra que serve a ANEL?

Achei importante colocar um trecho do documento interno do PSTU que vazou, que nos da uma noção da importância da ANEL, não pras lutas dos estudantes, mas simplesmente como ferramenta de recrutamento partidário.

"No primeiro semestre desse ano a construção do congresso será uma das maiores oportunidades para captarmos novos militantes, fortalecermos as equipes, vendermos mais jornais, aumentarmos nossa influencia partidária. Nossa alternativa de organização ao movimento estudantil nacional deve ser, do ponto de vista da construção, uma espécie de 'peneira' para trazermos ao partido o melhor da vanguarda. Queremos aqui traçar as etapas de construção do partido relacionadas ao momento de construção do congresso da ANEL".


Reuniao sobre o corte no orçamento da UFPA

Na ultima quarta-feira houve uma reunião ampliada da Coordenação de Administração Superior e dirigentes de Institutos e Campi. A pauta foi o corte no orçamento da UFPA, de 10% na verba de custeio e o corte de 50% nas passagens.

Ontem estive conversando com a professora Tutuka, secretaria-geral da UFPA que não deve haver mais passagens pro resto do ano e que isso vai enfraquecer a Universidade multi-campi.